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Cinema & Arte
O segredo da felicidade é escolher a comédia e largar o drama.
terça-feira, 24 de março de 2015
Crítica de Filme
360: A vida é um círculo perfeito
Uma mulher se despindo enquanto que uma brasileira fotografa uma outra andando pelas ruas de Londres. Enquanto isso um pervertido sexual é solto em liberdade condicional nos EUA. É nesse espaço e não necessariamente ao mesmo tempo que o “360” se passa.(Disponível para os assinantes Netflix).
De cara percebemos uma paixão que Fernando Meirelles (diretor) tem pelo o azul. Algo que começa de forma genial termina sem dúvida de forma problemática, pois não se altera durante todo o longa. Veremos bonés, teclados de telefone, aeroportos, blazers, shorts com a cor ou com a contundente câmera mostrando e transformando tudo o que puder em azul.
Uma mulher se despindo enquanto que uma brasileira fotografa uma outra andando pelas ruas de Londres. Enquanto isso um pervertido sexual é solto em liberdade condicional nos EUA. É nesse espaço e não necessariamente ao mesmo tempo que o “360” se passa.(Disponível para os assinantes Netflix).
De cara percebemos uma paixão que Fernando Meirelles (diretor) tem pelo o azul. Algo que começa de forma genial termina sem dúvida de forma problemática, pois não se altera durante todo o longa. Veremos bonés, teclados de telefone, aeroportos, blazers, shorts com a cor ou com a contundente câmera mostrando e transformando tudo o que puder em azul.
Um tiro no pé da direção de fotografia e da
direção que permitiu ou até mesmo mandou que isso ocorresse.
Essa cor demonstra um ambiente sombrio composto de incerteza e desilusões a qual se passa a história que começa com uma personagem usando sua beleza física para se prostituir e tirar fotos em troca de dinheiro fácil. Blanka (nome da prostituta) marca um encontro com Michael (personagem de Jude Law) aonde o mesmo desiste e arrependido liga para a sua esposa em quarto de hotel na Eslováquia. Em Londres, sua esposa Rachel Weisz) vai ao encontro de seu amante brasileiro enquanto a namorada do mesmo observa tudo de longe. Carícias e promessas antagônicas de amor e abandono são trocadas para que tudo acabe de forma traumática na cama e num ducha quente com ambas as partes seguindo seus rumos.
A medida que as ações são completas, câmeras subjetivas retratando novos diálogos inovam em cenas com atores completamente diferentes dos anteriores retratados. Aliás, sempre veremos uma atuação dois a dois, como por exemplo, Anthony Hopkins e Maria Flor no aeroporto de Denver e Jude Law e Rachel Weisz em sua cama de casal londrina, mas nunca todos ao mesmo tempo (veremos também atuações de três atores sim, mas apenas durante três momentos do filme e sempre haverá um que será dono da cena no plano dividido que mostra as ações dos outros personagens)
O primeiro ato começa muito bem, assim como o prosseguimento do segundo, mas o terceiro faz com que percebamos que alguns personagens são extremamente irrelevantes na trama e que a sua supressão não implicaria em prejuízos para a narrativa.
Também não podemos dizer que existem reviravoltas que façam o expectador ficar cada vez mais acochado em sua poltrona esperando para ver a próxima cena.
A edição de som é simples e não contribui positivamente ou negativamente para a película, mas está empregada de forma correta funcionando para exemplificar os sentimentos que os personagens têm.
Destaque para os raccords sonoros que fazem a fusão das cenas e transformam cortes que seriam um tanto rudes tornarem-se quase imperceptíveis.
A vida é um círculo perfeito, mas não tão perfeito assim, pois a teoria do caos não é tratada, nesse filme, como em efeito borboleta ou outros filmes do gênero. Os personagens não têm todos, necessariamente, uma relação entre si, mas apenas alguns o que torna difícil até mesmo de verificar quem é o protagonista do longa.
Todos queremos melhorar na vida, mas esbarramos em nossos princípios, presença ou ausência de sorte ou até mesmo em nossa força de vontade e é assim que o filme retrata os caminhos que os seres humanos percorrem todos os dias desde o dia em que nascem até o dia de sua morte. Independente da idade, quando estivermos diante de uma encruzilhada devemos escolher para qual caminho iremos prosseguir. São dessas escolhas que “360: a vida é um círculo perfeito” trata, acompanhado de fotografia que começa de forma genial para mediana, figurino interessante e alocações deslumbrantes em um verdadeiro tour europeu e muitas câmeras subjetivas recheadas de cenas longas e com poucos cortes.
Essa cor demonstra um ambiente sombrio composto de incerteza e desilusões a qual se passa a história que começa com uma personagem usando sua beleza física para se prostituir e tirar fotos em troca de dinheiro fácil. Blanka (nome da prostituta) marca um encontro com Michael (personagem de Jude Law) aonde o mesmo desiste e arrependido liga para a sua esposa em quarto de hotel na Eslováquia. Em Londres, sua esposa Rachel Weisz) vai ao encontro de seu amante brasileiro enquanto a namorada do mesmo observa tudo de longe. Carícias e promessas antagônicas de amor e abandono são trocadas para que tudo acabe de forma traumática na cama e num ducha quente com ambas as partes seguindo seus rumos.
A medida que as ações são completas, câmeras subjetivas retratando novos diálogos inovam em cenas com atores completamente diferentes dos anteriores retratados. Aliás, sempre veremos uma atuação dois a dois, como por exemplo, Anthony Hopkins e Maria Flor no aeroporto de Denver e Jude Law e Rachel Weisz em sua cama de casal londrina, mas nunca todos ao mesmo tempo (veremos também atuações de três atores sim, mas apenas durante três momentos do filme e sempre haverá um que será dono da cena no plano dividido que mostra as ações dos outros personagens)
O primeiro ato começa muito bem, assim como o prosseguimento do segundo, mas o terceiro faz com que percebamos que alguns personagens são extremamente irrelevantes na trama e que a sua supressão não implicaria em prejuízos para a narrativa.
Também não podemos dizer que existem reviravoltas que façam o expectador ficar cada vez mais acochado em sua poltrona esperando para ver a próxima cena.
A edição de som é simples e não contribui positivamente ou negativamente para a película, mas está empregada de forma correta funcionando para exemplificar os sentimentos que os personagens têm.
Destaque para os raccords sonoros que fazem a fusão das cenas e transformam cortes que seriam um tanto rudes tornarem-se quase imperceptíveis.
A vida é um círculo perfeito, mas não tão perfeito assim, pois a teoria do caos não é tratada, nesse filme, como em efeito borboleta ou outros filmes do gênero. Os personagens não têm todos, necessariamente, uma relação entre si, mas apenas alguns o que torna difícil até mesmo de verificar quem é o protagonista do longa.
Todos queremos melhorar na vida, mas esbarramos em nossos princípios, presença ou ausência de sorte ou até mesmo em nossa força de vontade e é assim que o filme retrata os caminhos que os seres humanos percorrem todos os dias desde o dia em que nascem até o dia de sua morte. Independente da idade, quando estivermos diante de uma encruzilhada devemos escolher para qual caminho iremos prosseguir. São dessas escolhas que “360: a vida é um círculo perfeito” trata, acompanhado de fotografia que começa de forma genial para mediana, figurino interessante e alocações deslumbrantes em um verdadeiro tour europeu e muitas câmeras subjetivas recheadas de cenas longas e com poucos cortes.
Por André Nogueira
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